São campanhas muito parecidas. Na verdade, os políticos têm ideias e programas quase idênticos e, no geral, são plenos de lugares comuns. Nada mais. Não há debate. Projetos, nem pensar. Esta campanha eleitoral é um deserto de ideias, principalmente no que diz respeito a briga que vem sendo travada entre o deputado federal Valtenir Pereira e o empresário Mauro Mendes. Ora, pois, a política, nesta área chuvosa do planeta, tem se resumido aos acertos, ao varejo dos cabos eleitorais, à busca despudorada de apoios circunstanciais.
Não há grandes diferenças de estilo, se pode ver. Por conta disso, nos últimos dias, voltou a circular nos meios políticos nativos o exercício comparativo entre gato e cachorro. Diz ele: o gato é peludo e o cachorro também; o gato tem quatro patas e um rabo, o cachorro também tem; o gato e o cachorro têm uma cabeça com dentes e orelhas, mas o gato mia e o cachorro late. Conclusão: o gato é um cachorro relativo.
A distância entre a zoologia e a política que está sendo travado no PSB é às vezes bem pequena, embora os anirnais propriamente ditos não politiquem mais, tão próximos, e que tanta parecença têm com os nossos.
A julgar pelo que se pôde ouvir nos últimos dias, muitos dos desencontros atuais entre o deputado e o empresário têm como base aquilo que os norte-americanos chamam de wishful thinking, isto é, o vício do raciocínio que leva as pessoas a tomarem as suas próprias fantasias pela realidade, frequentemente com as melhores intenções do mundo.
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